Aceitar-se
Aceitar-se não é acomodar-se.
Não é desistir de mudar.
Não é concordar com tudo o que se é.
Aceitar-se é reconhecer o percurso.
É olhar o caminho sem fugir de si.
É um gesto de acolhimento —
franco, sincero, honesto.
Aceitar-se é não se autojulgar.
É não se justificar.
Quem se justifica ainda luta contra o que é.
Aceitar-se é habitar o agora.
Peito aberto. Coluna ereta. Presença inteira.
Porque aquilo que se aceita
não é o fim —
é, muitas vezes, o primeiro passo
de uma nova jornada.
Uma jornada que começa
quando paramos de lutar contra nós mesmos.


